sexta-feira, 22 de julho de 2011

Veio e já não volta



Acabou!

Morreu ao fim de 30 anos. Se tivessem esperado só mais três anitos, este fim teria algo de profético, mas não. Está toda a gente a apertar o cinto. Os nossos amigos americanos também não escapam à crise da falta de guito. 


Este foi então o fim anunciado de um projecto que levou dos cofres Americanos várias centenas de milhares de milhões de dólares. Daria para pagar tantas dívidas públicas portuguesas, que o nosso passatempo teria sido do tipo

- Onde é que eu posso gastar mais dinheiro? Vou fazer uma auto-estrada entre a minha casa e o café da esquina. Sem portagens.

Foi um verdadeiro rio de dólares consumido neste projecto.

O programa espacial serviu, durante vários anos, como máquina publicitária na guerra de protagonismo entre Americanos e Soviéticos (ainda no tempo da velha URSS). A competição era feroz. Por vezes, até pareciam miúdos, naquela fase das comparações em que cada um deles tentava “picar” o outro afirmando peremptoriamente que “ a minha é maior que a tua”.

Não temos dúvidas que a exploração espacial teve a sua utilidade. Não me perguntem qual porque estou a escrever isto sem recorrer a cabulas retiradas da net. No entanto, para o cidadão comum, aquele que se levanta, toma o pequeno-almoço, vai para o trabalho, almoça, trabalho novamente, volta para casa, janta e cama, para esses, alem do orgulho nacionalista, bacoco e idiota, o dito, se teve importância para alguma coisa, ele desconhece.

Mas asseguro que teve (agora já podem perguntar), quanto mais não seja para colocar satélites para espiar os restantes países do globo. Depois foram postos uns quantos de comunicação, para justificar a massa gasta, mas essa é a parte residual da coisa. Uma parte residual lixada uma vez que que se transformou o espaço à volta da terra, num cemitério de lixo electrónico (tipo grandes electrodomésticos à volta de um contentor).

Pior que tudo isto é que esta medida, vai fazer aumentar, novamente, o desemprego nos Estados Unidos da América. Ao terminar o programa, os Astronautas vão ficar sem trabalho. Coitados dos trabalhadores espaciais. É que eu não estou a ver, assim a frio, como é que se podem aproveitar as suas aptidões. Penso que nem como políticos (competências a mais para a tarefa)... será que pelas terras do Tio Sam também há fundo de desemprego?

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