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sábado, 9 de julho de 2011

De maoista a ministro…




O Prof. Doutor Nuno Crato, actual Ministro da Educação, é nos dias que correm um político com pensamento liberal. Se para uns isso significa que está uns pontos acima da direita fascista (mas pouco), para outros é um homem independente, não infectado pelos vírus que atacam os políticos confortavelmente instalados nos cadeirões do poder.


Há políticos, sindicalistas e companhia limitada, para quem este é apenas mais um Ministro e como tal ou se verga às exigências dos sindicatos, mais preocupados em manter tudo como está, ou então terá se aguentar nas águas turbulentas das pressões constantes, alternadas entre declarações diárias aos órgão de comunicação social, e de manifestações na rua com muita gente a fazer-se passar por professores. Esta é a forma suprema de viciar as regras do jogo democrático. E em Portugal, nesta área, os sindicatos têm uma agenda política própria. O lema parece ser “alterar tudo para que tudo fique na mesma”.

Espero, sinceramente, que este ministro que parece ter fibra, se consiga aguentar à bronca. Não se deixe levar por esta gente que tem prejudicado gerações por medo renovar o sistema.

Parece-me que ele quer “partir” a louça toda, mas será que consegue?  

Já demonstrou que não está preocupado em ser politicamente correcto ao afirmar, por estes dias, que o Ministério da Educação é “uma máquina gigantesca e que em muitos aspectos se sente dona da educação” coisa com que ele pretende acabar.

Vem com muitas ideias novas na sua bagagem. Introduzir exigência nas escolas, com exames nacionais a partir do 6º ano de escolaridade, alterar a forma de dialogar com sindicatos, assim como controlar a máquina do ministério que se encontra em roda livre.

A sua juventude foi passada no Instituto Superior de Economia, hoje ISEG (a escola de elite nos estudos económicos) num período em que ser radical era moda e parecia bem. Podia ter optado pela UEC mas recusou o “revisionismo”. Tornou-se Marxista-leninista do Partido Comunista Revolucionário de inspiração Albanesa, que mais tarde estaria na génese da UDP.

Ter sido um estudante maoista, foi um ritual de iniciação. Agora não tem de se preocupar com o rótulo, presente ou passado, fazendo apenas aquilo que considera ser o mais ajustado para renovar o sistema.

Boa sorte Senhor Ministro.  

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