sexta-feira, 8 de julho de 2011

Eles que metam a opinião…


Depois da americana Moody's ter considerado Portugal como LIXO, disse cá para os meus botões:


- Agora é que esta gente se passou!

Mas quando pensamos que não podemos ir mais fundo, eis que a vida nos surpreende.

- Aí refilaram?! Ora tomam lá disto… e desceram o rating da CGD, BES, BCP e BANIF, e depois ainda não satisfeitos com a sua proeza, veio a CP, REFER, Parpública, RTP, Lisboa, Sintra, Açores e Madeira…

… e vejam se ficam caladinhos caso contrário amanhã tratamos do resto (pedras, árvores, areia, praias, rios, lagos, albufeiras, beatas de cigarros, …)

No meio de todo esta insanidade, a Moody’s conseguiu uma coisa inimaginável na passada semana. Toda a Europa, organizações e países, uniram-se num grito de indignação pela obtusidade da actuação destas empresas americanas. As dúvidas sobre as reais motivações que estiveram subjacentes a esta descida do rating português são agora mais consistentes.

Toda a gente se questiona se faz sentido esta “nota” numa altura em que se mudou de governo, existe uma clara maioria de apoio no Parlamento, existe vontade da maioria dos portugueses para participar no esforço de recuperação e o executivo já está a tomar duras medidas para evitar derrapagens.

Se a Europa quer passar de ideia a projecto consistente, os países, as instituições e Banco Central Europeu devem aproveitar esta oportunidade e declararem “guerra” às empresas de rating Norte Americanas. Iniciem imediatamente um bloqueio a toda a informação e criem uma Agência Europeia de Rating, autónoma e sem accionistas privados. Será esta agência a avaliar a capacidade de cumprimento, de forma verdadeiramente independente, de países, organismos, e empresas.

Temos uma moeda forte que necessita de ser defendida dos constantes ataques por parte do dolár.

Nunca é demais recordar que estas agências são as mesmas que uma semana antes do colapso do Lehman Brothers, lhe tinham atribuído a cotação máxima.

Critérios!

É evidente que utilizar este erro crasso e ignóbil da Moody’s para desvalorizar a nossa responsabilidade nos últimos anos, é um erro ainda maior.

Não nos portámos bem. Gastamos muito, e mal. Ultrapassamos em muito o limiar técnico da nossa capacidade de endividamento.

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