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sábado, 25 de junho de 2011

Perder...

Nunca nos conseguimos habituar à ideia de que perder faz parte do jogo. Não existem razões certas ou erradas. Nem sequer há explicações sociológicas para isso. Não tem a ver com força, fraqueza, dependência ou baixa estima. A perda de algo ou de alguém afecta-nos sempre. A uns mais que outros, mas são sempre os tempos difíceis.
... e nada nos garante que seja a última vez. São processos repetitivos, mais ou menos cíclicos.

Nestes intervalos que a vida nos concede, temos de viver intensamente. Viver plenamente para honrar a memória das pessoas que vamos perdendo. Viver com menos, aceitar menos que isto, não é opção. Há quem acorde todos os dias e apenas espere pela noite com os ligeiros intervalos de satisfação que encontram em coisas menores. Há quem se refugie no passado ou futuro. Passar uma vida a ver a vida passar é um desperdício. E isso acontece a tanta gente. Há muita gente a viver no limbo!

O meu pai teve uma vida profissional intensa. Realizou-se profissionalmente mas foi perdendo as coisas mais importantes da sua vida. A que mais o marcou foi a morte prematura da minha mãe.  
A doença, a idade e a falta da companheira da vida, foram vagarosamente minando a sua forte personalidade. Lentamente foi desistindo. Nada lhe dá alegria. Em nada encontra satisfação. Já deitou a toalha ao chão. Aguarda, com indiferença, o fim.

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